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A ASCOMED no contexto da pandemia

Por , 06 Jul 21  -  Sem categoria

Em março de 2020, nos deparamos com a realidade da pandemia. Na ocasião, houve um movimento curioso: por um lado nos voltamos para nós mesmos, trazendo nossas vivências "de fora" para nossos lares, por outro lado, houve uma grande preocupação com as famílias inscritas na ASCOMED, já que não teriam as mesmas condições de proteção.

Dessa forma, foi necessário o retorno presencial ao trabalho e pensar diversas ações de promoção de cuidado junto ao nosso público, e esse foi um movimento muito interessante e necessário.

Com o passar dos meses, fomos percebendo que essa realidade não seria passageira em curto prazo e, o que parecia ser feito como algo emergencial aos grupos de pessoas desassistidas, foi sendo visto como algo que não poderia ser sanado com ações pontuais e imediatas.

A pandemia nos afetou de diversas formas. Houve a paralisação das atividades, necessidade de realizar ações emergenciais, como entrega de Kits Compaixão (cestas básicas e kits de higiene) e Cartão Alimentação ou precisando adaptar os atendimentos para o modo on-line.

Além do desafio de migrar para uma nova ferramenta virtual, sem perder a qualidade do nosso trabalho, nós também atendemos um público que não têm acesso à internet, muitos residem em comunidades rurais.

Os desafios são muitos, mas as reformulações e transformações são diversas. Estamos aprendendo a usar novas ferramentas, aproveitando o momento para nos reestruturarmos e descobrir novas potencialidades, contando com apoio dos colaboradores e voluntários.

Como estamos atuando em tempos de pandemia?

a)      Ações emergenciais

No mês de abril começamos a realizar a entrega dos Kits Compaixão (kits de alimentos e higiene) para todas as famílias inscritas na organização. Atendemos também, 372 famílias através do cartão alimentação, em parceria com o Instituto Reação e REMS – Rede Esporte pela Mudança Social.

Além de mudar a nossa forma de atuação, tivemos que superar vários desafios de cuidado em relação à pandemia, higienização dos materiais, o uso de máscaras, luvas, álcool em gel e atenção e cuidado com os (as) voluntários (as) e colaboradores da linha de frente.

b)      Atividades online

Foi necessário passar por um processo de adaptação. Atividades que eram essencialmente presenciais passaram a acontecer de formas on-line.

A primeira necessidade foi o fortalecimento dos grupos de whatsapp que já estavam abertos, porém, pouco ativo. Após isso, passamos a divulgar as atividades através dos grupos de whatsapp, facebook e instagram. Algumas atividades propostas foram: Festivais Arte em casa; Lives temáticas; Informativos sobre a Covid-19; Informativos sobre a importância da prevenção, atividades recreativas e cuidados emocionais e autocuidado; Informativos sobre mecanismo de proteção e denúncia de abuso/violência; Divulgação de conteúdos relacionados a empreendedorismo e geração de renda para os jovens inscritos; Aulas e desafios online de práticas esportivas; Grupos de atendimento totalmente virtual, como a Terapia Comunitária Integrativa, Aflatoun em Casa, Claves – Brincando nos Fortalecemos e Bons Tratos em Famílias; Adaptação da Casinha de Cultura, com o oferecimento de Jogos e brincadeiras on-line.

Com base em todas essas vivências, descobrimos que a ferramenta das tecnologias on-line, podem somar ao nosso trabalho, mesmo após a pandemia.

c)      Gestão organizacional

Aproveitamos esse momento também para “cuidar da casa”, colocando processos organizacionais em ordem durante a suspensão de atividades presenciais.

As equipes buscaram se capacitar para o novo modelo de atendimento através de:

Aulas de consultoria online para aprender como se adaptar às novas formas de atuação e tecnologias; Mentorias; Participação em cursos sobre gestão organizacional; Reformulação do site e comunicação institucional, entre outros.

d)      Voluntariado

Os voluntários da ASCOMED trabalharam incansavelmente atuando presencialmente em ações emergenciais, com todos os cuidados necessários, exigidos pelos órgãos de saúde. Atuaram na realização de processos muito importantes como o CPR (Relatório Anual de Progresso) e o CVS (Sistema de Verificação da Criança), fazendo o levantamento dos dados nas comunidades e levando informações para as famílias

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